"Diz-se que Portugal é dos países da Europa que tem o mais baixo número de mulheres no topo político e político-administrativo. Diz-se. Mais do que isso, acusa-se.
- E havia de ser diferente porquê, pergunto eu, se quando as mulheres lá chegam tudo continua igualmente masculino?!...
- Então não conhecemos todos o MESTRE neste tipo de "saídas", topete e descaramentos ao longo de 4 décadas de domínios autárquico e distrital?!..."
por isso é que a política é tão bonítica, ou não lhe tivesse retratado já tanta beleza a ironia de Violeta Parra (Chile, n.04Out1917, f. 05Fev1967)
"Me han preguntádico varias persónicas
Si peligrósicas para las másicas
Son las canciónicas agitadóricas
Ay que pregúntica más infantílica
sólo un piñúflico la formulárica
Pa' mis adéntricos y momentárica.
Le ha contestádico y al preguntónico
Cuando la guática pide comídica
Pone al cristiánico firme y guerrérico
Por sus poróticos y sus cabóllicas
No hay regimiéntico que los deténguica
Si tienen hámbrica los populáricos.
Preguntadónicos partidirístico
Disimuládicos y muy malúlicos
Son peligrósicos más que los vérsicos
Más que las huélguicas y los desfílicos
Bajito cuérdica firman papélicos
Lavan sus mánicos como Piláticos.
Caballeríticos almidonádicos
Almibarádicos mini ni ni ni ni...
Le echan carbónico al inocéntico
Y arrellenádicos en los sillónicos
Cuentan los muérticos de los encuéntricos
Como frivólicos y bataclánicos..
Varias matáncicas tiene la histórica
En sus pagínicas bien imprentádicas
Para montárlicas no hicieron fáltica
Las refalósicas revoluciónicas
El juraméntico jamás cumplídico
Es el causántico del desconténtico
Ni los obréricos, ni los paquíticos
Tienen la cúlpica señor fiscálico.
Lo que yo cántico es una respuéstica
A una pregúntica de unos graciósicos
Y más no cántico porque no quiérico
Tengo flojérica en los zapáticos
En los cabéllicos, en el vestídico
En los riñónicos, en el corpíñico."
Declara Ricardo Salgado ao mesmo tempo que coloca a sua "maçã de adão" entre o indicador e o polegar, "morra eu aqui já e estrangulado se de meu roubei fosse o que fosse"...
Se todos os santos têm um padrão e por outro lado são padroeiros (ou "advogados") de alguma coisa, as imagens abaixo dão (também)alguma ideia de "quem" conta(va) com ele como patrono e para que "patrocínios".
João Paulo II não desconhecia nem a matriz brutal da ditadura de Pinochet nem as terríveis barbaridades cometidas a partir de 11 de Setembro de 1973, desde os assassinatos em massa e os fuzilamentos sumários até à tortura, mutilação e assassinatos sistemáticos que se praticaram nos calabouços da DINA elevando para milhares os "Detidos e Desaparecidos que um dos principais esbirros de Pinochet "empaquetaba"* e mandava atirar depois de helicóptero em pleno mar...
Do (quase) nada, um grupelho de putos e um "tio-avô" ignorante, ambicioso e senil repuseram Portugal nos padrões de instabilidade e desorganização económica e social da 1ª república. Em 2013, tal como há um século, o assunto e todo o assunto, a notícia e toda a notícia é o Governo, são as tricas, aspirações, ambições, quezílias e traições palacianas duma turba imatura, irresponsável e (mal)coordenada por um maestro senil, a ponto de se correr já o perigosíssimo risco de serem cada vez mais os/as salazarosebastianistas. Mas se "isso" regressar, que regressem também os tribunais plenários para julgar não só estra tropilha, mas também quem os (des)educou...
Compadecei-vos um pouco, são penas e provações a mais até para um pobre de espírito e é parca a paga, mesmo tratando-se do "reino dos céus". Relvas, coitado, chega a lembrar Jean Baptiste Grenouille, o personagem de "O Perfume" e as tramas em que acaba envolvido as de "O Pássaro Pintado" de Jerzy Kosinski.
Começa logo pelo pecado original de um apelido que mais parece um patronímico de "Casso" (it). Um homem chamado Cassola (Fernando Miguel Cassola etc. Relvas) é uma criatura improvável, condenada a uma dura luta pela sobrevivência do seu "ser social", sendo esta, muito provavelmente, uma das razões para os seus arremedos de peixeira e o tom de voz aflautado e acintoso.
Depois, porque escasso de identidade - tal como Jean Baptiste - já se secularizava como "Dr." quando mal terminara a primeira cadeira do primeiro ano:
"Na passada semana constatei que o ministro Miguel Relvas era afinal doutor bem antes de o ser. Em 2003 em inaugurações, provavelmente batizados, casamentos, presenças e afins, o "Dr." lá foi ficando gravado nas placas descerradas por esse país fora. Miguel espalhava magia a cada corda que puxava: o "Dr." aparecia a cada bandeira de município que aterrava aos seus pés, entre sorrisos e palminhas. Isto quatros anos antes de concluir a sua licenciatura - o bonito ano de 2007. Ano de grande sucesso académico para o doutor e certamente de muito estudo, clausura e dedicação. Lancei a iniciativa "rota dos doutores em placas de inauguração" e em poucos dias recebi (e-mail - 100refens@gmail.com ) fotografias interessantes. Houve no entanto uma que me chamou a atenção. Como não quero ser injusto e acusado de retirar mérito a quem o tem (?), fica a prova de que afinal o ministro Relvas era "Dr." já em 2002 em Murça e não apenas em 2003 em Esposende, como divulguei. Quase um ano de "douturismo" ( uma espécie de turismo do "Dr." em placas de inauguração) estava a ser sonegado a Miguel Relvas. Mea culpa. Fica o pedido público de desculpas ao Dr. Miguel Relvas e a garantia que, se me chegarem fotografias em que se confirme que V. Exa. era já "Dr." sete, oito, quinze, vinte ou trinta anos antes de se licenciar, agirei exatamente da mesma forma, com humildade.
Aos dignatários da 'casa olímpica' (e como diz o outro),
'Ide cuspir [olimpicamente] na sopa [ou na tumba] dos vossos pais'!!!
Os Portugueses filantrópicos que viveram no Brasil entre os séculos XIX e XX e aí estão enterrados, os fundadores de praticamente todos os organismos culturais ao tempo e dos quais grande parte ainda 'mexe', deram voltas no túmulo nesta quarta-feira; e nós, seus descendentes, vomitamos de nojo sobre tanto oportunismo e tanta ignorância sem vergonha...
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... estávamos nós convencidos de que se tinha atingido o limiar da (in)cultura com a atribuição do doutoramento honoris causa em literatura a Cavaco Silva!!!
Detidos desaparecidos (assassinados após tortura e até esquartejamento), tortura sistemática, violação de mulheres e homens, fazer violar mulheres por cães, introdução de ratos nos genitais das prisioneiras (e torturadas) femininas...
(a los 40 años del Golpe de Pinochet Ugarte y sus complices)...
(pouco depois, Salazar cairia da cadeira, para quem não sabe ou não se lembra),
pronunciava-se assim este futuro homem de estado:
“integrado no actual regime político; não exerço qualquer actividade política”
E no mesmo âmbito e momento, “delatava” o sogro e “renegava” a segunda mulher daquele:
“o sogro casou em segundas núpcias com Maria Mendes Vieira com quem reside e com quem o declarante não priva”
Ora vivendo o sogro com a sua mulher e com esta não privando este “regedor voluntário dos costumes”, tampouco privaria com o sogro; encontrar-se-ia com ele de fugida, na rua e às escondidas, quando muito.
- Mas que desprezível, biliosa e reptiliana (desculpem-me os répteis) atitude (nada que lhe não conheçamos, de resto, veja-se o discurso de vitória mais recente)
Por outro lado, PARABÉNS MARIA: Algumas mulheres revelam-se exímias a escolher o pai dos seus filhos e dos netos do(s) seu(s) pai(s)!
….eu também assinei a recente petição, mas pergunto-me se estamos a pedir a demissão deste “democrata
e professor-doutor” pelas razões mais atinentes e pertinentes. Lá fora
os critérios de escolha dos políticos são, mais que as habilitações académicas, o saber, a reputação e o carácter.
Ora, e como diz o ditado, a raposa muda de pele, mas não muda de
carácter.
...na senda dos estágios não remunerados, dos licenciados a trabalhar a recibo verde por 500€/mês, integrando um número crescente de jovens e menos jovens em relações de trabalho subordinado mas obrigados a colectarem-se como trabalhadores independentes e serem pagos miseravelmente, com a cumplicidade governativa, empregados/as de balcão licenciados/as (a nova moda das farmácias) e outras Novas Precaridades:
(+ uma) partilha do AT:
"Oferta
de emprego na área da restauração
Anúncio
no jornal: Somos um
restaurante casual no centro da cidade e estamos à procura de músicos para
tocarem de graça no nosso restaurante, podendo assim promover a sua música e
vender os seus CDs. Este não é um emprego diário, é apenas para eventos
especiais que eventualmente se tornarão eventos diários uma vez que a resposta
do público seja positiva. Preferimos que toquem Jazz, Rock, e outros ritmos mais
leves, de todo o mundo e de várias culturas. Está interessado em promover o seu
trabalho? Então comunique connosco o mais rápido
possível.
Resposta
de um candidato: Sou um músico, à
procura de um dono de restaurante que venha a minha casa promover o seu
restaurante ao fazer comida de graça para mim e para os meus amigos. Isto não
aconteceria diariamente, mas a princípio em eventos especiais, os quais poderão
eventualmente crescer e tornar-se em algo grande e diário, se a resposta for
positiva. Damos preferência a carnes de primeira e peixes frescos pescados na
nossa costa. Você está interessado em promover o seu restaurante? Então
comunique comigo urgentemente!"
Esta
mascarada enorme com
que o mundo nos aldraba, dura
enquanto o povo dorme, quando
ele acordar, acaba.
António Aleixo"