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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Flibusteiros, Fariseus e Outros Figurões

recolhido a14OUT2016 em
http://evento21.com/politica/item/334-foi-disto-que-nos-livramos-uma-lista-para-a-posteridade#.V_1kKOy2Ssy.facebook:

FOI DISTO QUE NOS LIVRAMOS. UMA LISTA PARA A POSTERIDADE DESTAQUE

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    Foi disto que nos livramos. Uma lista para a posteridade
    Foto: Aventar
    Ainda o novo governo não tinha sido empossado e já alguns representantes da ala ressabiada à direita nas redes sociais disparavam contra os escolhidos por António Costa, essencialmente por existirem, e iniciavam um processo de difamação dos mesmos, ao bom velho estilo Maria Luz.
    Apeados do poder e privados do monopólio do tacho, elites, colaboracionistas e respectivo rebanho da ressabia estão e fúria e o espectáculo está a ser bonito de ser ver. É sempre interessante ver o que está por trás da máscara dos falsos democratas.
    Os melhores argumentos até ao momento são que um é filho do Mário Soares, outro é advogado do Sócrates, uma não sabe escrever e um outro foi mesmo ministro do infame nº44.
    Inspirado por esta onda de indignação, elaborei uma lista alternativa à lista das virgens ofendidas da direita. Ofendidas e sempre dispostas a proteger os seus traficantes de influências, gestores danosos, boys e quejandos. Ora vamos lá:


    Pedro Passos Coelho (primeiro-ministro cessante): figura central no caso Tecnoforma, sob do Organismo Europeu de Luta Antifraude. Fuga ao fisco. Violação do estatuto de deputado em regime de exclusividade;
    investigação

    Paulo Portas (vice-primeiro-ministro cessante): Caso Moderna.Dossier Submarinos. No dia da sua demissão irrevogável, a bolsa portuguesa registou perdas de 2,3 mil milhões de euros e os juros da dívida subiram para a casa dos 8%. Recuou após ser promovido;

    Rui Machete (ministro dos Negócios Estrangeiro cessante): ex-presidente do conselho superior da SLN, dona do BPN, facto queomitiu do seu CV quando chegou ao governo. Envergonhou o país quando pediu desculpa ao regime ditatorial angolano por uma investigação legal em curso;

    Maria Luís Albuquerque (ministra das Finanças cessante): responsável pela execução e aprovação de vários swaps altamente danosos para o erário públicodirectora financeira da Refer e dirigente do IGCP, contribuindo para a ruína financeira destas empresas públicas;
    enquanto


    João Calvão da Silva (quase ministro da Administração Interna):autor do parecer que procurou provar à justiça portuguesa que uma “prenda” de 14 milhões de euros, oferecida por um empresário a Ricardo Salgado, é algo normal;

    Carlos Costa Neves (quase ministro dos Assuntos Parlamentares): um dos Caso Portucale;
    ministros que, a poucos dias das Legislativas de 2015, colocou a sua assinatura no despacho para o abate ilegal de sobreiros, central no


    Pedro Mota Soares (ministro da Solidariedade, Trabalho e Segurança ministério recordista na distribuição de tachos?
    Social): se João Soares, ex-vereador da Cultura da CM de Lisboa, não tem habilitações para ministro da Cultura, que dizer deste centrista que foi parar à pasta da Solidariedade, Trabalho e Segurança Social com experiência zero, para tutelar o
    Mas este foi apenas o governo mais curto da história e antes desse tivemos 4 anos de PSD e CDS-PP. Olhemos para os ilustres ausentes da primeira lista:

    Miguel Macedo (ex-ministro da Administração Interna): acusado recentemente pelo Ministério Público da prática de 3 crimes de prevaricação e 1 de tráfico de influências. Implicado no caso Vistos Gold;

    Paula Teixeira da Cruz (ex-ministra da Justiça): durante o seu mandato, a justiça atravessou momentos críticos com destaque para o crash na plataforma Citius. Tentou passar as responsabilidades para terceiros, sem sucesso. Usou recursos do estado em favor da campanha eleitoral da coligação e mentiu deliberadamente aos portugueses;

    Miguel Relvas (ex-ministro dos Assuntos Parlamentares):Tecnoforma/Programa Foral. Caso Lusófona (o célebre turbo curso de Miguel Relvas que tantos e bons memes deu ao país).Falsificação de morada com vista à obtenção de incrementos salariais no Parlamento.



    Nuno Crato (ex-ministro da Educação): deixou o ensino de rastos, permitiu que sobre ele incidissem grande parte dos cortes no sector público, foi responsável pelo caos na abertura dos anos lectivos e cultivou a discórdia entre os diferentes agentes do sector.



    Fiquei pelos ministros, de outra forma estaria horas nisto. Quero, contudo, deixar algumas menções honrosas para Marco António Costa e “seus homens de mão”  - Agostinho Branquinho Virgílio Macedo,







    - Franquelim Alves, outro que tal como Rui Machete viu apagada do seu CV a passagem pelo BPN;


     - Carlos Moedas, o tal que o conselho de administração do BES queria pôr a funcionar;



    - Paulo Núncio, actor central no embuste da devolução da sobretaxa e alegadamente implicado no caso dos Vistos Gold;
    - João Almeida, o tal que revelou aos portugueses aquilo que todos sabíamos, que mentir aos eleitores é prática comum para políticos do seu calibre, 
    -Sérgio Monteiro, o rei das privatizações em saldos que mal saiu do governo foi contratado a peso de ouro pelo Banco de Portugal (ganha o dobro do salário de Carlos Costa) para tratar da venda do Novo Banco e mais uns quantos boys e amigos do regime democraticamente afastado da governação do país.

    Para finalizar, a pergunta que na minha opinião se impõe: que moral têm estas pessoas para falar de qualquer governante que seja, depois de mais de 4 anos em silêncio perante tudo isto?
    Já era tempo de nos livrarmos disto. Quanto aos que agora iniciam funções, cá estaremos para dizer de nossa justiça quando a hora chegar. Ao contrário de outros blogues, cuja acção se pauta pelo colaboracionismo com determinadas forças políticas, o Aventar não serve clientelas.

    Fonte: Aventar

    sábado, 2 de julho de 2016

    A Comissária comissionista

    Assim falou a comissária da Alta Autoridade para a Ética Financeira. Um bastião à desonestidade com a mesma dimensão do seu descaramento. Uma criatura que vimos mentir sem pestanejar nas comissões parlamentares e nas televisões (uma característica de sócio/psicopatas). 

    Thatcher foi ridícula porque tinha um sentido de macroeconomia na dimensão das mercearias do pai em Grantham. Mas nessa dimensão, foi autêntica, foi ela própria. Já esta criatura, imensamente mais pequena, provinciana - e mercantilizável - surge-nos como uma versão tardia de Thatcher Nanuco ou Barbie 10 Downing Street e cujo sentido de socioeconomia  é da dimensão de uma qualquer cantina militar...

    https://www.noticiasaominuto.com/economia/615974/se-psd-estivesse-no-governo-discussao-das-sancoes-nao-faria-sentido


    "Se PSD estivesse no governo, discussão das sanções não faria sentido"

    A antiga ministra das Finanças acusa o Governo de Costa de ter abalado a confiança no país.

    Maria Luís Albuquerque antecipou a decisão da Comissão Europeia sobre as possíveis sanções a Portugal e garantiu que se os sociais-democratas estivessem no governo, “esta discussão não faria sentido” já que a “perda de credibilidade não teria acontecido”.