Com uma vida marcada pela austeridade, pela ascese, pelo celibato mental e pela militância oportuna, Cavaco aderiu pronta e ativamente aos "democratas novos" (ou neo-democratas) logo no "25 de Abril", aparecendo por isso retratado em algumas penúltimas e antepenúltimas ceias dos referidos "democratas novas" e tendo feito desde então, e pacientemente, o seu percurso, de acólito a diácono, de bispo auxiliar a bispo de bispos, até à sua elevação a neoprofeta e neoevangelizador.
Despojado - até de espírito - mísero [1] e messiânico - aliás, Cavaco é, desde a mitologia mesopotâmica, o primeiro 'messias' que, além de não ser cruxificado, vai morrer como nasceu, ancião - o seu religioso pontificado foi um verdadeiro Concílio do Neo:[1] - Naqueles dias, respondeu assim Cavaco à jornalista que lhe perguntou se não achou estranho o valor em 'bulas' - também chamadas ações - que o seu condiscípulo Oliveira e Costa lhe deu a ganhar:
- "Eu era um mísero professor, minha Senhora"
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Resumo da estrutura da Bíblia Pós-Cavaco:
I - O 'Velho Testamento':
II - O 'Novo Testamento'
III - O 'Neonovo Testamento', segundo Cavaco:
- As Epístolas Discursivas de Cavaco, ou a narrativa disruptiva da definitiva e duradoura vitória do bem sobre o mal,
- e ainda uma ou outra monografia póstuma...





