segunda-feira, 30 de março de 2015

Cavaco, o Neo Evangelista

Os "Roteiros" de Cavaco Silva passarão a integrar a Bíblia, constituindo o que será o terceiro grande bloco bíblico, o "Neo-novo Testamento":
Um pio e fervoroso grupo de reconhecidos religiosos pátrios de sotaina, chapéu e sobretudo está a desenvolver as diligências próprias para que os "Roteiros" de Cavaco passem a integrar a Bíblia, e  depois de intensa discussão sobre o nome que deveria ser atribuído a este grupo de 'escrituras', se "O Neo-Míndrico", se "O Verborreuco", acabaria o conclave por optar por este último.
Com uma vida marcada pela austeridade, pela ascese, pelo celibato mental e pela militância oportuna, Cavaco aderiu pronta e ativamente aos "democratas novos" (ou neo-democratas) logo no "25 de Abril", aparecendo por isso retratado em algumas penúltimas e antepenúltimas ceias dos referidos "democratas novas" e tendo feito desde então, e pacientemente, o seu percurso, de acólito a diácono, de bispo auxiliar a bispo de bispos, até à sua elevação a neoprofeta e neoevangelizador.

Despojado - até de espírito - mísero [1] e messiânico - aliás, Cavaco é, desde a mitologia mesopotâmica, o primeiro 'messias' que, além de não ser cruxificado, vai morrer como nasceu, ancião - o seu religioso pontificado foi um verdadeiro Concílio do Neo:
 
- Neodemocrata oportuno, neoliberal precursor de neoliberais, foi ainda o criador da neossincresia XXI, quando integrou a Senhora de Fátima  - e  o Papa, por assistência remota - no Conselho de Estado e a ela submetendo o destino deste povo eleito que somos nós. Doseando sabiamente o seu tempo entre a pregação e o recolhimento de escriba, Cavaco vem lavrando, quer em homilias avulsas [2], quer em operosos volumes neorromânicos, os ensinamentos teológicos, os dogmas e as profecias que irão marcar este neomilénio e esta neoera.
...

[1] - Naqueles dias, respondeu assim Cavaco  à jornalista que lhe perguntou se não achou estranho o valor em 'bulas'  - também chamadas ações - que o seu condiscípulo Oliveira e Costa lhe deu a ganhar:

- "Eu era um mísero professor, minha Senhora"

 
 
E como podem constatar,  sequer preciso do meu discípulo Pedro para me negar três vezes.

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Resumo da estrutura da Bíblia Pós-Cavaco:

I - O 'Velho Testamento':

  - O Pentateuco (ou os Cinco lLvros de Moisés)
  - Os Livros Históricos (a história dos reinos, das guerras, etc.),
  - Os Livros Sapienciais ( a sabedoria dos hebreus),
  - Os Livros Proféticos (a preparação para a chegada do Messias)
 

II - O 'Novo Testamento'

  - Os Livros do Evangelho,
  - O Livro Histórico,
  - As Epístolas,
  - O Livros Profético
 

III - O 'Neonovo Testamento', segundo Cavaco:

 - O Verborreuco, ou Os Livros Históricos, Sapienciais e Proféticos, Volumes I a ?X dos Roteiros sincréticos de Cavaco,
- As Epístolas Discursivas de Cavaco, ou a narrativa disruptiva da definitiva e duradoura vitória do bem sobre o mal,
- e ainda uma ou outra monografia póstuma...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

A "banalização do mal" episódio 349, temporada XXI, série XV

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ou,
- a nova "cadeia alimentar" humana (neo-antropofagia), ou,
- para que serve nos dias de hoje a "coercividade legal", ou ainda,
-  A VERDADEIRA DIMENSÃO DO 'CONFISCO':

"Penhoras. Saiba como comprar os mais variados bens a preço de saldo"



um pobre diabo tem uma casita. Ou um apartamento. De valor modesto. Se não tem dinheiro para pagar o IMI, a casa "vai à praça". Para pagar o IMI !!!

Porque uma casa já não é uma 'habitação', é uma "receita fiscal". E durma na rua o/a desgraçado/a. Ou no alpendre da "repartição de finanças".
De permeio e como instrumento liquidatário, promove-se um verdadeiro canibalismo:

É a intolerável imoralidade de um ciclo (ou circo?) tributário alarve: a habitação é adquirida com dinheiro que foi sujeito a imposto sobre o rendimento; no valor do "imóvel" há 'IVA à taxa legal'; na aquisição é pago o IMT; se a casa é adquirida por empréstimo, paga imposto de selo ao longo da vida do empréstimo. E a coroar esta tribitação predatória, ainda paga 'imposto sobre patrimínio' (IMI).
Porque 'habitação' (imperativo constitucional), afinal é... 'património!!!

PS:
ou (e ainda) como brilhantemente sintetiza Henrique Fernandes,
"Está montado um clássico sistema piramidal: no topo da pirâmide, uma corja de ladrões, corruptos e gente sem o menor sentido de dignidade ou de justiça social, que mente todos os dias com todos os dentes que tem na cara. Na base, uma imensa multidão que, escravizada pelas leis e por um regime fiscal extorcionário, lhes suscenta a boa-vida e todo o tipo de loucuras. Ainda por cima, tudo isto é "democracia"! P#/@ que os pariu!"




quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

CONTOS DE NATAL

istórias de Natal
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Contava-me o Tarcísio há 30 e tal anos, com a sua verve divertida e contagiante, "sabe,  mister, tínhamos um burro que certa vez apanhou um fastio tamanho, tamanho, que não comia nadinha. Ainda por cima, era um ano de seca, a palha e o feno estavam amarelos, secos e quebradiços e o burro não lhe pegava de maneira nenhuma. Até que o meu irmão se lembrou de lhe comprar uns óculos de sol e nem queira saber, o burro passou a ver tudo verde, comeu a palha e o feno, comeu a manjedoura, comeu a porta do estábulo e mais tudo o que apanhou e se não 'déssemos a fugir', ainda nos comia a nós!"
E agora digo eu, olha se o burro em vez de verde, visse tudo a 'dourado':

http://observador.pt/2014/11/15/como-funcionava-afinal-rede-ilegal-dos-vistos-gold/



domingo, 5 de outubro de 2014

O Repetente

perguntam ao universitário quando havia já uns anos que este andava pela 'academia':
- afinal tu em que ano andas?

- no quarto! responde o universitário. E corrige de seguida:

- isto é, é o quarto ano que ando no primeiro...

                 Pese embora o caracter "corriqueiro" da anedota, ela refere e define, inevitavelmente, Cavaco Silva: Ao cabo de quase 40 anos na cena política, Cavaco continua a não ser um político.
 
Desde a governação até à politiquice, passando pelo seu proselitismo PSDista, Cavaco anda nisto há 4 décadas e ainda não é um político. Porque não obtém aproveitamento, não passa nos exames nem passa de ano...
 
Tudo isto seria apenas cómico, ou caricato, se não envolvesse o país ou se não nos prejudicasse a todos. Mas envolve e por isso, tragicamente, somos um país repetente, somos aquilo que tem na sua sebenta o repetente Cavaco, que há mais de 30 anos se mantém no mesmo ano, sem progredir, sem graduar e que continua a ter como matriz de modernidade e progresso a Vila Mariani (a Quinta da Coelha já é 'estrangeiro'; fica nas imediações dos Resorts cabo-verdianos do Dias Loureiro) ou o decrépito Citroen BX que um dia fez a rodagem desde Boliqueime (ou Montechoro) até à Figueira da Foz (http://tabusdecavaco.blogspot.pt/).
 
Não me surpreenderia que Cavaco regressasse à pré-primária, isto é, que a sua próxima candidatura seja a "presidente" dos jotas...
 
 

Cavaco nunca passará de uma 'entrada' no dicionário

Se lhe parece que o Mário Viegas disse isto a semana passada... tem andado distraído:
- Mário Viegas (infelizmente) faleceu em Abril de 1996;
- Mário Viegas falou assim em 1995 (há 20 anos);

Se lhe parece que o que diz Mário Viegas está actualizadíssimo, é desatento: 
- Cavaco está diferente; está agora muito pior que naquela altura...


Nem o depositante é ''sacador'', nem o contribuinte é ''beneficiário"

Qualificar os contribuintes [líquidos] da Segurança Social como beneficiários, não é nem simples acidente linguístico, nem mero eufemismo: é o subterfúgio histórico - herdado de salazar – para tratar os trabalhadores do sector privado - dependentes ou independentes – e que são, pelo menos desde a CRP de 1976, cidadãos plenos e iguais e são a parte maior do Povo Soberano Organizado em Forma de Nação, a República Portuguesa - [para os tratar] como meros e humildes súbditos destas novas e plurais majestades republicanas e tê-los ali mesmo, na gleba, presos pela treliça, submissos, obedientes, acadimados, resignados: são o(s) cardume(s) de sardinha, i.é., o último elemento desta cadeia alimentar voraz dos Impostos e Contribuições. São muitos, são mais, mas com pouco poder (?!) e envoltos/limitados pela mesma rede de malhas apertadas.


sexta-feira, 22 de agosto de 2014

A Bela...e os bárbaros

AS (ante script):
Aos que, para defender a barbárie das touradas,  invocam as antigas tradições peninsulares, os valores culturais ou os costumes de antanho, lembro:

- Também por cá já se fizeram imolações de humanos, sacrifícios humanos. Tradição tão ou até mais antiquérrima que as touradas e, de resto, de raiz não só cultural como religiosa...

- Na Roma dos Césares, era espetáculo aberto ao público e por sinal muito concorrido ver animais selvagens a dissecar humanos. Aqui, os humanos - tal como os touros nas touradas - não tinham escolha, eram lá despejados.

Podemos também 'requerer' essas legalizações, isto é, repor esses costumes?...

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Não há Bela...


...sem senão.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Rapa, Tira, Deixa e Põe


O que estes tipos tiram e retiram uns aos outros anda entre o risível e o improvável. Agora, ao Mesquita "retiraram o tapete". Não sei se o da porta de entrada, se o da saída do banho, se o do carro, mas não cabem dúvidas de que lhe retiraram literalmente o tapete. Um caso de polícia.

Quanto ao capacho (ou capachinho), não sei se nunca teve ou se já lho tinham retirado.


Em Elvas (abaixo) desenrolou-se um jogo de a ver quem retira mais aos 90 minutos, sem direito a prolongamento que acabou com um resultado de 2-1.

Francamente, valendo a confiança política destes socialistas e sociais-democratas ultra-neo-liberais tanto como a mais barata fancaria de uma loja dos chineses, parece-me um acto mesquinho.
Para o que vale, deixassem lá o homem ficar com a confiança política e caso fosse necessário um brinquedo igual para o socialista que se segue, isso compra-se em qualquer um desses outlets, stock-outs e stock-offs que por aí abundam, graças às últimas 3 décadas de (es)cavaquismos.

Ainda mais abaixo, outra birra pegada: retiramos a moção porque retiraram o jardim..

É pena, mas não esclarecem se também foi retirado o tapete ou a passadeira vermelha...

(´'O Cínico)


quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Diz-me o que te convém, dir-te-ei com quem queres andar

"Diz-se que Portugal é dos países da Europa que tem o mais baixo número de mulheres no topo político e político-administrativo. Diz-se. Mais do que isso, acusa-se.
- E havia de ser diferente porquê, pergunto eu, se quando as mulheres lá chegam tudo continua igualmente masculino?!...
- Então não conhecemos todos o MESTRE neste tipo de "saídas", topete e descaramentos ao longo de 4 décadas de domínios autárquico e distrital?!..."

terça-feira, 19 de agosto de 2014

POR ISSO É QUE A POLÍTICA... É TÃO BONÍTICA

por isso é que a política é tão bonítica, ou não lhe tivesse retratado já tanta beleza a ironia de Violeta Parra (Chile, n.04Out1917, f. 05Fev1967)


"Me han preguntádico varias persónicas
Si peligrósicas para las másicas
Son las canciónicas agitadóricas
Ay que pregúntica más infantílica
sólo un piñúflico la formulárica
Pa' mis adéntricos y momentárica.

Le ha contestádico y al preguntónico
Cuando la guática pide comídica
Pone al cristiánico firme y guerrérico
Por sus poróticos y sus cabóllicas
No hay regimiéntico que los deténguica
Si tienen hámbrica los populáricos.

Preguntadónicos partidirístico
Disimuládicos y muy malúlicos
Son peligrósicos más que los vérsicos
Más que las huélguicas y los desfílicos
Bajito cuérdica firman papélicos
Lavan sus mánicos como Piláticos.

Caballeríticos almidonádicos
Almibarádicos mini ni ni ni ni...
Le echan carbónico al inocéntico
Y arrellenádicos en los sillónicos
Cuentan los muérticos de los encuéntricos
Como frivólicos y bataclánicos..

Varias matáncicas tiene la histórica
En sus pagínicas bien imprentádicas
Para montárlicas no hicieron fáltica
Las refalósicas revoluciónicas
El juraméntico jamás cumplídico
Es el causántico del desconténtico
Ni los obréricos, ni los paquíticos
Tienen la cúlpica señor fiscálico.

Lo que yo cántico es una respuéstica
A una pregúntica de unos graciósicos
Y más no cántico porque no quiérico
Tengo flojérica en los zapáticos
En los cabéllicos, en el vestídico
En los riñónicos, en el corpíñico."


sábado, 2 de agosto de 2014

Melodramas, juras e actos de contrição

Declara Ricardo Salgado ao mesmo tempo que coloca a sua "maçã de adão" entre o indicador e o polegar, "morra eu aqui já e estrangulado se de meu roubei fosse o que fosse"...


...
O cínico